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IGP apresenta resultados periciais sobre investigação de suposto envenenamento em Canoas

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Imagem mostra peritos do IGP ao lado dos delegados da Polícia Civil durante a coletiva de imprensa.
Instituto-Geral de Perícias participou de coletiva de imprensa concedida na manhã desta quarta-feira pela Polícia Civil. - Foto: Gregório Mascarenhas | ASCOM IGP
Por Gregório Mascarenhas | Ascom IGP

O Instituto-Geral de Perícias (IGP) participou, na manhã desta quarta-feira (1º), de entrevista coletiva concedida em conjunto com a Polícia Civil para apresentar os resultados dos exames periciais realizados no âmbito da investigação sobre a suspeita de envenenamento envolvendo uma família de Canoas.

Participaram da coletiva o delegado Cristiano de Castro Reschke, da 2ª Delegacia de Polícia de Canoas, a delegada Luciane Bertoletti, responsável pela investigação, e, pelo IGP, os peritos criminais Gustavo Lucena Kortmann (diretor do Departamento de Perícias Laboratoriais), Milena Pellin Morsoletto (chefe da Divisão de Química Forense) e Paulini Braun Wegner (chefe da Divisão de Toxicologia
Forense).

No caso das cartas antigas que motivaram a denúncia, apesar das análises apontarem a presença de arsênio no papel, a quantidade encontrada é cerca de cem vezes inferior à faixa considerada letal, o que não permite atribuir um quadro de intoxicação.

Os peritos também esclareceram que o arsênio foi amplamente utilizado em diferentes materiais ao longo do século XX e que, devido à baixa concentração identificada, não é possível determinar a origem da substância presente nas cartas.

Em relação ao falecimento do pai da denunciante, ocorrido neste ano, foram realizadas análises químico-toxicológicas e pesquisas para diferentes classes de venenos, pesticidas, drogas e fármacos. Não foram identificadas substâncias tóxicas compatíveis com envenenamento. Tampouco foram constatados sinais de violência no exame ou elementos periciais que indiquem homicídio.

Os peritos destacaram que a investigação exigiu amplo trabalho técnico e que o IGP realizou análises além das inicialmente solicitadas pela autoridade policial, com distintas técnicas laboratoriais para esgotar todas as hipóteses periciais.

Sobre o falecimento da mãe da denunciante, ocorrido em 2007, com posterior exumação do corpo em 2011, o exame foi considerado inconclusivo devido ao estado de conservação dos remanescentes biológicos, que já não apresentavam tecidos moles passíveis de análise toxicológica. Uma eventual nova exumação, agora, também teria limitações técnicas importantes, uma vez que a degradação natural ao longo dos anos compromete a detecção da maioria dos venenos.

A Polícia Civil informou que a investigação prossegue para o esclarecimento dos fatos.

IGP-RS