IGP apresenta experiência e resultados do Núcleo de Busca Ativa no Congresso Brasileiro de Medicina Legal e Perícia Médica
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O Instituto-Geral de Perícias (IGP) participou, entre os dias 16 e 19 de setembro de 2026, do 8º Congresso Brasileiro de Medicina Legal e Perícia Médica, realizado em Belo Horizonte (MG).
Durante o evento, foi apresentado, na modalidade e-pôster, o trabalho intitulado “Busca Ativa na identificação humana: experiência e resultados de um núcleo especializado da perícia oficial”, de autoria da perita médica-legista Adriana Ubirajara Silva Petry e das peritas criminais Patrícia Vasconcelos Machado e Beatriz da Fontoura Pinheiro Beck.
O estudo apresentou a experiência de implantação e atuação do Núcleo de Busca Ativa (NBA) no âmbito do IGP/RS, destacando suas principais atribuições, a integração entre diferentes áreas periciais e instituições externas, bem como os resultados alcançados entre fevereiro de 2025 e abril de 2026.
Vinculado ao Departamento Médico-Legal (DML) do IGP, o NBA foi instituído em 2025 com o objetivo de agilizar os processos de identificação humana e localização de familiares, especialmente em casos envolvendo corpos, remanescentes humanos e vestígios antropológicos sob custódia estatal no âmbito criminal.
O Núcleo conta com uma equipe multidisciplinar que desenvolve ações voltadas à identificação de pessoas falecidas e à localização de familiares de pessoas desaparecidas ou de corpos não reclamados. Entre suas atividades estão consultas a bancos de dados, entrevistas com familiares, cruzamento de informações, acompanhamento de processos judiciais e articulação com diferentes órgãos e instituições em todo o território nacional.
Conforme destacado no trabalho, o NBA ampliou progressivamente suas atividades desde sua implantação, consolidando-se como um importante elo entre as esferas pericial, administrativa e investigativa. Essa atuação integrada permite reunir e analisar informações provenientes de diferentes fontes, promovendo maior continuidade e efetividade às diligências de identificação humana e localização familiar.
"A atuação integrada transforma informações dispersas em ações coordenadas, favorecendo a identificação, a vinculação familiar e a adequada destinação de corpos, com maior eficiência, rastreabilidade, segurança jurídica e respeito às pessoas falecidas e seus familiares", concluíram as autoras.
Além da diretora do DML e uma das autoras do trabalho, Adriana Petry, o IGP esteve representado por seis médicas residentes do Programa de Residência em Medicina Legal e Perícias Médicas, que também participaram do congresso e apresentaram quatro trabalhos científicos na área pericial.
"A participação no evento proporcionou a divulgação das experiências e iniciativas desenvolvidas no Instituto, além de favorecer o intercâmbio científico e a troca de conhecimentos com profissionais de diferentes instituições do país, contribuindo para o aprimoramento das práticas médico-legais e para a valorização da perícia oficial", salientou a diretora do DML, Adriana Petry.